segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Uma Explicação

Bem, como quem entra aqui pelo menos uma vez na vida pode perceber, há um tempo não postamos nada novo. Por meio desta postagem, eu e Pepe gostaríamos de pedir desculpas e deixar explicado que, apesar de estarmos sem tempo para vir aqui postar, nós não esquecemos o blog!

O que aconteceu foi que a engenharia nos matou à sangue frio e estamos completamente sem tempo (está sendo o fim de semestre mais corrido para nós) e, como somos novas nisso, não deixamos nada preparado de reserva para ficar enchendo linguiça postando aqui.

Então, estamos avisando desde já que infelizmente precisamos nos esforçar para terminar esse semestre e que, assim que ele terminar (lá pela segunda semana de setembro), voltaremos com a programação normal, com novas postagens e coisas novas para o blog! Se tem alguém que lê, desculpa! Se você veio parar aqui sem querer, fica, vai ter bolo!



Psicografado por Croissant, pelos espíritos mortos-vivos de Amanda e Raissa (sem eu-lírico dessa vez).

domingo, 21 de julho de 2013

Sorte do dia #05

"O sol não brilha para todos. Agora de manhã, por exemplo, ele não tá brilhando no Japão". (Ellen Andrade, filósofa contemporânea)
Reflitam.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sobre Ficar Adulto

Quando somos crianças, tudo que mais queremos é chegar logo na vida adulta. Observamos, com grande admiração, à aparente auto-suficiência das pessoas que já chegaram nos 18 anos, 20 anos e torcemos para que o tempo passe tão rápido para a gente quanto provavelmente passou para eles.

Afinal, tudo de melhor do mundo (segundo seu critério de criança) já é possível nessa idade. Dormir tarde, assistir qualquer filme, comer o que quiser, sair de casa sozinho, trabalhar, mandar em si mesmo. E nada mais encantador do que a ideia de finalmente poder realizar todos esses sonhos. A vida com 18 anos deve ser perfeita, não é? Imagina com os vinte? Já estaríamos trabalhando, com uma casa própria e quem sabe, construindo uma família.

ERRADO.

Quando eu era criança, tinha essas mesmas ilusões. Certa vez, cheguei a marcar dia após dia do meu calendário, contando nos dedos quanto tempo ainda faltava para completar meus 18 anos. Sabem por quê? Porque eu acreditava piamente que, com essa idade, eu já seria independente, já seria uma adulta, séria e responsável. Estaria na minha própria casa, quem sabe comprando meu próprio carro e, por que não, fazendo meu curso na universidade.

Acontece que, sem que tenhamos a chance de perceber, o nosso tempo passa voraz e impiedoso. Sem direito a pausa. O mundo está em constante movimento e assim que começamos a criar os primeiros lampejos de razão, somos engolidos pela realidade. E ela é como um rolo compressor que nos impede de ficar parados no mesmo lugar, com o risco de sermos esmagados pelo seu ritmo pesado.

Acontece que, assim que nos damos conta, estamos sendo responsáveis por decisões que irão mudar definitivamente nossas vidas. Estamos suscetíveis a frustração de perceber que ser auto-suficiente não é tão fácil quanto imaginávamos e que ainda falta muito trabalho duro até chegar lá. Principalmente percebemos que ainda somos tão infantis e medrosos quanto éramos uns anos atrás. A diferença é que agora não há mais espaço para olhar o mundo por trás de uma janela. Agora nós temos que encarar as consequências, os relacionamentos, as decepções, as mágoas. Nos deparamos com o egoísmo, com a ambição, com a mesquinharia.

Nessas horas, como uma ironia da vida, desejamos poder voltar àquela época em que nossa maior preocupação era não deixar nosso tamagotchi morrer ou não perder o episódio de Dragon Ball de manhã. Onde nosso maior desafio era ligar o coelho à sua toca ou qual peça encaixar naquele jogo de tetris.

Sim, eu estou pertinho de fazer aniversário e me peguei numa crise existencial refletindo sobre tanta coisa que passou tão rápido e que eu queria poder viver de novo. Viver melhor. Principalmente por perceber que, mesmo chegando à idade que definitivamente me classifica como adulta (não é 18 não, viu, gente), ainda me sinto tão jovem quanto era há 5 anos, por exemplo. E isso é meio estranho porque quando eu era criança, achava que com 18 anos, eu já seria madura e experiente, mas quando a gente cresce, muita coisa muda.

Sortudas são as crianças. Infelizmente, elas só vão se dar conta disso quando deixarem de ser.

domingo, 14 de julho de 2013

Paintpad #04 - Especial de Comemoração

Eu prometi para vocês e aqui está!


O Paintpad em comemoração às 1.000 visualizações!

Bem, vocês devem se lembrar (ou não) da promessa que eu fiz: Se o TD chegasse em 1.000 visualizações ainda esse mês, eu postaria um Paintpad comemorativo com o eu-não-lírico do Pepe semi-nu em meio a natureza. Na verdade, foram várias poses, mas acho que consegui sintetizar as mais importantes. Se você não sabe do que estou falando, olha aqui.

Então, nessa madrugada mesmo e com muita felicidade, nós chegamos às 1.000 visualizações e fizemos até uma contagem regressiva no twitter. Graças a todos vocês, conquistamos isso! Pode não ser muito, mas para gente, que constantemente constrói isso aqui, significa muito sim!

Como os bons leitores de obras de arte já devem ter decifrado, esse paintpad remonta à época em que o ser humano morava no Jardim do Éden ainda vivia em contato direto e em harmonia com a natureza. A falta de roupas vem em forma de auxilio a essa afirmação, denotando a cumplicidade com que as pessoas se utilizavam dos elementos naturais. A Raissa gentilmente se ofereceu para pintar o cabelo de loiro e posar encostada nessa árvore aí para que eu pudesse fazer o desenho.

Gostaria de enfatizar a presença da maçã, que seria a fruta oferecida pela cobra à Eva, porém dentro da maçã que Raissa está segurando, existe a larva Alberto, ainda filhote, mostrando a inocência da infância contrastando com a maldade do ato da cobra. Ainda assim, o desenho conta com poucos elementos naturais, há apenas uma árvore, duas pedras e alguns matinhos. Isso denota o quanto a natureza vem sendo destruída pelo ser humano, fazendo a relação homem-meio entrar em desequilíbrio.

Mas, acima de tudo, esse paintpad é um MUITO, MUITO OBRIGADA a todos que fizeram parte desses 1.000 e a todos os nossos amigos, que nos dão força e incentivo para que a gente continue postando essas besteiras fazendo isso aqui! Valeu, gente!

sábado, 13 de julho de 2013

Por motivos de: Agradecimento

Bem, os eu não-tão-líricos criadores desse blog começaram esse trabalhinho há menos de um mês e sempre ficam felizes em criar/desenhar coisas para postar aqui e ficam imaginando se existe alguém no mundo além dos seus amigos que são obrigados a ver que adoram ver o nosso blog.

Com muita surpresa e felicidade, vimos o contador de views do Transtorno Dialético subir bastante nesses dias, quase atingindo mil visualizações. Ok, não precisam dar essa risadinha de desdém, para nós, estar chegando a esse número é motivo sim de comemoração.

Mesmo sabendo que 950 desses futuros 1000 serão nossos (-q), eu, Croissant, estou lançando uma promessa (que também pode ser vista no meu twitter por esse link aqui e esse aqui também). É isso mesmo, assim que o blog completar 1.000 visualizações, eu vou dar a vocês, em comemoração e para o deleite de todos os leitores que vêm parar aqui clicando em algum link sem querer do google, um paintpad da eu-não-lírico do Pepe deitada numa árvore e vestida com nada além do que duas folhas de alface.

Na verdade, já fiz várias promessas diferentes com várias poses para ela, mas no fim das contas, pode ser que role peitinho, geeente vou tentar ser o mais naturalista possível, como homenagem ao meio ambiente. E porque ela foi a escolhida? A futura engenheira ambiental daqui é ela, posso fazer nada.



P.S. Eu botei na tag de Utilidade Pública também, com certeza.

Sobre a Teoria do Sistema de Lacunas

As leis do universo nunca falham, não é mesmo? E elas também se aplicam aos relacionamentos. No sistema de lacunas tudo tende ao equilíbrio. Antes que você diga que no universo tudo tende ao caos, adianto que esse sistema, quando tende ao equilíbrio, a entropia aumenta.

Relacionamentos nunca são perfeitamente estáveis. Se você já namorou ou está namorando, sabe bem do que eu estou falando. Porque, por mais que seja tudo lindo, amorzinho pra cá, chuchuzinho pra lá, em algum momento, vão deixar aquela brechinha no seu coraçãozinho cheio de amorzinho pra dar. Tipo naquele momento de carência suprema em que você só quer ouvir um “te amo” e ouve um “pera, que eu quero ouvir a TV.”. É difícil até responder uma coisa dessas, dá vontade de virar do avesso, de dar descarga em si mesmo ou, sei lá, esporular e só voltar quando as condições estiverem novamente favoráveis. Pois bem, a lacuna é justamente essa “brechinha”, que às vezes se assemelha mais a uma fenda. E, cara, não é por nada não, o sistema de lacunas tende ao equilíbrio, ou seja, alguma coisa vai preencher esse vazio.

Você pode estar sozinho no mundo que não adianta. Surgirá um zumbi direto do mundo dos mortos, sedento por fazer você se sentir bem e esquecer aquela situação lamentável. E você nem precisa buscar por isso, ele irá até você. E, além disso, muitas vezes nem é preciso esperar muito (alguns zumbis vêm correndo mesmo, estilo Madrugada dos Mortos). É claro que, se você tem um relacionamento sólido e a lacuna for pequena, o zumbi não fará muito mais do que fazer você sorrir naquele momento e pronto. Não significará nada mais do que o universo impedindo mais um suicídio. Mas quanto maior o buraco, maior deve ser o reparo. E aí, meu amigo, a entropia rola solta.

Então, fica aqui um piece of advice: se você tem um relacionamento e você preza por ele, se esforce ao máximo para não deixar lacunas. A não ser que você não se importe que outros as preencham por você.

Vale ressaltar que o sistema de lacunas é um sistema sensível e que não atende a comandos de vaidade. Se você procura o equilíbrio apenas para satisfazer seus impulsos vingativos, achando que vai se sentir melhor com isso, saiba que você pode causar um desequilíbrio tal que, fazer as coisas voltarem ao normal depois, (pausa para uma risada desdenhosa), possa ser complicado.


Essa teoria foi desenvolvida por @ACaroline_Lima e eu, uns 5 anos atrás. E foi baseada em observações e relatos de outras pessoas, bem como experiências próprias. Se você discorda do sistema de lacunas, proponho o desafio: faça o teste. Se não funcionar, a Danone devolve o seu dinheiro.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sorte do dia #04

"Se for para mostrar o bico, que seja o bico do peito" (Autor Desconhecido)
Reflitam.
© Transtorno Dialético 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis